Mosquito da leishmaniose: por que ataca mais ao anoitecer e como proteger o seu cão
Publicado: 23/08/2026

O verão traz consigo um maior risco de exposição a diferentes parasitas, mas poucos causam tanta preocupação como o mosquito da leishmaniose. Embora costumemos falar de «mosquito», o verdadeiro responsável pela transmissão desta doença é o flebotomo, um pequeno inseto cuja atividade aumenta especialmente ao pôr-do-sol. Saber quando atua e como prevenir as suas picadas é fundamental para proteger o seu cão.
O que são os flebotomídeos nos cães?
Embora muitas vezes falemos do «mosquito da leishmaniose», na realidade o responsável pela transmissão desta doença é um pequeno inseto chamado flebotomo.
Trata-se de insetos voadores muito mais pequenos do que os mosquitos comuns, silenciosos e difíceis de detetar. Se um flebotomo tiver picado anteriormente um animal infetado, pode transmitir o parasita Leishmania infantum ao picar outro cão. Podemos dizer que a causa da leishmaniose nos cães é a picada do flebotomo.
A leishmaniose é uma doença grave que pode afetar diferentes órgãos e, embora exista tratamento, a prevenção continua a ser a melhor estratégia.
Por que razão o mosquito da leishmaniose ataca mais ao anoitecer?
Uma das características mais importantes do flebotomo é o seu comportamento. A sua atividade aumenta especialmente ao anoitecer, durante a noite e nas primeiras horas do amanhecer; por este motivo, os passeios noturnos ou em jardins e terraços ao fim da tarde aumentam a probabilidade de sofrer uma picada de flebotomo.
Onde é que existe maior risco de encontrar flebotomos?
Os flebotomídeos preferem ambientes quentes e húmidos, pelo que é frequente encontrá-los em zonas como:
- Jardins com vegetação abundante.
- Parcelas e zonas rurais.
- Áreas próximas de rios ou zonas húmidas.
- Muros de pedra ou edifícios antigos.
- Terraços e pátios durante as noites de verão.
Embora tradicionalmente fossem mais frequentes nas zonas mediterrânicas, atualmente a sua presença estendeu-se a muitas regiões de Espanha.
Como saber se o meu cão foi picado por um flebotomo?
A verdade é que uma picada de flebotomo costuma passar completamente despercebida, uma vez que não costuma provocar uma reação visível nem uma grande pápula, pelo que é praticamente impossível saber se um cão foi picado.
Por esta razão, a prevenção é tão importante: quando surgem os sintomas da leishmaniose, a infeção já ocorreu.
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Como proteger o seu cão do mosquito da leishmaniose
A melhor estratégia consiste em combinar várias medidas preventivas.
Evite os passeios ao entardecer, sempre que possível
Se as temperaturas o permitirem, tente antecipar o passeio da tarde para antes do anoitecer ou opte por zonas abertas onde haja menos insetos.
Mantenha o ambiente protegido
Em jardins ou terraços, pode ser útil evitar zonas com muita humidade ou vegetação muito densa, onde os flebotomídeos costumam refugiar-se.
Utilize repelentes
Os repelentes ajudam a diminuir o risco de picadas e são um dos pilares da prevenção.
Os melhores aliados para proteger o seu cão contra os flebotomíneos
Atualmente, existem diferentes opções para proteger os cães durante a época de maior atividade destes insetos:
Coleira Seresto para cães: proporciona uma proteção contínua contra pulgas e carraças durante vários meses, tornando-se uma opção muito prática para quem procura uma proteção prolongada sem necessidade de aplicações frequentes.
O Advantix combina ação antiparasitária com efeito repelente contra diversos insetos, incluindo os flebotomos. É uma das opções mais utilizadas para ajudar a reduzir o risco de picadas durante a época de maior atividade.
O AdTab oferece proteção contra pulgas e carraças através de um comprimido mastigável de administração mensal. Pode fazer parte de uma estratégia integral de controlo de parasitas, seguindo sempre as recomendações do veterinário.
O Capstar atua eliminando rapidamente as pulgas presentes no animal e revela-se especialmente útil quando já existe uma infestação. Embora não ofereça proteção prolongada, pode ser um complemento no âmbito do plano antiparasitário.
A prevenção continua a ser a melhor proteção
A leishmaniose é uma doença que pode afetar gravemente a saúde dos cães, mas é possível reduzir o risco de exposição.
Saber quando é que o mosquito da leishmaniose está mais ativo, evitar os horários de maior atividade dos flebotomíneos e adotar medidas preventivas ajuda a proteger o seu companheiro durante todo o verão.
Se vive ou viaja para uma zona onde existe risco de leishmaniose, consulte o seu veterinário para saber qual é a estratégia preventiva mais adequada para o seu cão.









