Alimentação complementar em bebés: quando introduzir cada alimento?

Alimentação complementar em bebés: quando introduzir cada alimento de forma segura
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A introdução de alimentos da forma correta e na altura certa não só garante uma nutrição óptima, como também ajuda a prevenir alergias, intolerâncias e problemas digestivos. Sim, estamos a falar de alimentação complementar. Neste artigo, dizemos-lhe quando e como introduzir cada alimento na dieta do seu bebé. Continue a ler!

O que é a alimentação complementar?

A alimentação complementar refere-se à incorporação de alimentos sólidos ou semi-sólidos na dieta do bebé, a partir dos seis meses de idade, enquanto o aleitamento materno ou o leite artificial continuam a ser a principal fonte de nutrientes. Pode dizer-se que a alimentação complementar é a alimentação de um bebé de 6 meses. Esta fase é crucial para:

  • Satisfazer as necessidades nutricionais que o leite sozinho já não consegue satisfazer, como o ferro, o zinco e a vitamina D.

  • Incentivar a aceitação de diferentes texturas e sabores.

  • Estabelecer hábitos alimentares saudáveis desde tenra idade.

Sinais de que o seu bebé está pronto para alimentos sólidos

Antes de iniciar a alimentação complementar, é importante certificar-se de que o seu bebé está física e neurologicamente preparado. Alguns sinais de prontidão incluem:

  1. Manter a cabeça direita e controlar o tronco quando se senta.

  2. Mostrar interesse nos alimentos ingeridos pelos adultos, olhando para eles ou tentando pegá-los.

  3. Perder o reflexo de extrusão, que consiste em empurrar os alimentos para fora da boca com a língua.

  4. Capacidade de abrir a boca e fechar os lábios à volta de uma colher.

Introdução progressiva dos alimentos

A introdução dos alimentos deve ser gradual e ordenada, respeitando o desenvolvimento e as necessidades nutricionais do bebé. Um guia geral de alimentação complementar é o seguinte

Cereais e purés de legumes (6 meses) 2.
Pode começar com cereais sem glúten e purés de vegetais moles, como cenoura, abóbora, curgete ou batata. Estes alimentos fornecem energia e vitaminas essenciais. É aconselhável oferecer apenas um novo alimento de cada vez durante 3 a 5 dias para verificar possíveis alergias.

2. fruta (6 meses)
Os frutos macios e maduros, como a banana, a pera ou a maçã cozinhada, são introduzidos depois dos legumes. São ricos em fibras, vitaminas e antioxidantes, e ajudam a desenvolver o gosto pelos sabores doces naturais.

3. Proteínas animais (7-8 meses)
Podem ser adicionadas carnes magras, como frango, peru ou vaca, bem como peixe branco. Estes alimentos são fontes importantes de ferro e zinco, essenciais para o crescimento e desenvolvimento cognitivo.

6. Leguminosas (8-9 meses)
As leguminosas, como as lentilhas, o grão-de-bico e o feijão, são oferecidas bem cozinhadas e amassadas. São uma excelente fonte de fibras, de proteínas vegetais e de minerais como o ferro e o magnésio.

4. Lacticínios (8-9 meses)
Podem ser introduzidos iogurtes naturais ou queijos frescos, sempre em quantidades moderadas e evitando o leite de vaca como bebida principal até o bebé ter um ano de idade. Os produtos lácteos fornecem cálcio e proteínas de alta qualidade.

5. Ovos (8-10 meses)
Os ovos são ricos em proteínas e vitaminas. É aconselhável introduzir primeiro a gema cozida e depois a clara, tendo em atenção possíveis reacções alérgicas.

7. Alimentos com glúten (6-8 meses)
Os cereais com glúten, como a aveia, o trigo ou a cevada, podem ser introduzidos gradualmente, observando a tolerância digestiva do bebé.

Conselhos práticos para a alimentação complementar

  • Texturas progressivas: comece com purés suaves e ofereça gradualmente puré ou pequenos pedaços de alimentos, incentivando a mastigação e o desenvolvimento oral.

  • Evitar o sal e o açúcar: os bebés não precisam de adicionar estes ingredientes; o sal pode prejudicar os rins em desenvolvimento e o açúcar incentiva hábitos pouco saudáveis.

  • Alimentação guiada pelo bebé: permita que os bebés explorem e peguem nos alimentos com as mãos, incentivando a autonomia e a aceitação de novos sabores.

  • Variedade e cor: oferecer alimentos de diferentes cores e texturas estimula a curiosidade e assegura um fornecimento equilibrado de nutrientes.

  • Evitar alimentos de risco: mel, frutos secos inteiros, peixe com elevado teor de mercúrio ou alimentos muito duros ou pequenos que possam provocar asfixia.

Cada bebé é único e pode aceitar novos alimentos a ritmos diferentes. A paciência é essencial, assim como a observação de quaisquer reacções adversas, como erupções cutâneas, vómitos ou diarreia, que possam indicar alergias ou intolerâncias. Em caso de dúvida, é sempre aconselhável consultar o pediatra ou um especialista em nutrição infantil.